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  • Como afiar uma faca?

    Afiar uma faca é uma habilidade essencial que pode fazer toda a diferença na cozinha e em outras tarefas do dia a dia. Uma faca afiada é a maneira mais segura de utiliza-la. Então vamos entender como afiar uma faca. Aqui está um guia completo para você dominar essa arte: --- 📋 Materiais Necessários: - Faca que precisa de afiação - Pedra de afiar (idealmente com dois grãos: grosso e fino) - Água - Pano para limpeza --- 🔧 Passo a Passo para Afiar sua Faca: 1. Preapare a pedra para afiar - Submerja a pedra em água por cerca de 5 a 10 minutos, até que não haja mais bolhas saindo. Mantenha a superfície úmida durante todo o processo. Isso serve para manter os poros da pedra desobstruídos. 2. Encontre o ângulo correto: - A maioria das facas de cozinha utiliza um ângulo de afiação entre 15 e 20º. Imagine levantar a parte de trás da lâmina com um dedo de altura. - Manter um ângulo consistente é crucial para um bom resultado. 3. Afiando a lâmina - Segure firmemente o cabo da faca com uma mão e utilize a outra para aplicar pressão suave na lâmina. - Deslize a faca ao longo da pedra, começando do inicio do fio (próximo ao cabo) até a ponta em um movimento suave. - Repita esse movimento 10 a 15 vezes no mesmo lado, mantendo o ângulo constante. 4. Repita do outro lado: - Vire a faca e repita o processo no lado oposto da lâmina. Isso garante uma afiação uniforme. 5. Use o lado do grão fino - Se sua pedra tiver dois grãos, vire para o lado mais fino e repita os passos 3 e 4. Isso refina o fio da lâmina, deixando-a ainda mais afiada. 6. Remova a rebarba: - Após a afiação, pode formar-se uma rebarba na borda da lâmina. Para eliminá-la, deslize delicadamente a faca em um ângulo menor (cerca de 10°) em cada lado, uma ou duas vezes. 7. Limpeza Final: - Limpe a faca com um pano úmido para remover resíduos de metal. - Lave e seque a pedra, seguindo as instruções do fabricante, para mante-la em boas condições. --- **💡 Dicas Adicionais:** - Segurança em Primeiro Lugar: Sempre afie em um local estável e mantenha os dedos longe da direção da lâmina. - Teste de Afiação: Após o processo, teste o fio cortando uma folha de papel ou fatiando um tomate. Se a faca deslizar facilmente, o trabalho foi bem feito! - Manutenção Regular: Afie suas facas regularmente. Uma lâmina bem cuidada dura mais e facilita suas tarefas. --- 🔎 Explorando Mais: Cuidados com Suas Facas Além da afiação, a forma como você armazena e cuida das suas facas influencia na durabilidade do fio: - Armazenamento Adequado: Utilize barras magnéticas ou blocos de madeira para guardar as facas. Evite deixá-las soltas em gavetas, pois isso pode danificar o fio. - Uso de Chaira: Entre as afiações, passe a lâmina em uma chaira para alinhar o fio. Isso mantém a faca afiada por mais tempo. - Evite Superfícies Duras: Corte em tábuas de madeira ou plástico. Superfícies como granito ou vidro podem danificar a lâmina. --- A afiação é mais que uma tarefa; é quase uma meditação que conecta você aos utensílios que usa diariamente. Dominar essa técnica não só aprimora suas habilidades culinárias, mas também prolonga a vida das suas facas favoritas. E quem sabe, esse pode ser o primeiro passo para se aventurar em outras artes manuais! Agora que você aprendeu a como afiar uma faca, se gostou desse contéudo, compartilhe. Conheça também nossa linha de facas em nossa loja.

  • Defesa Pessoal com Monkey Fists, Bastões e Outras Armas de Impacto

    A segurança pessoal é uma preocupação crescente nos dias de hoje. Diante disso, muitas pessoas buscam ferramentas que possam auxiliá-las em situações de risco. Entre essas ferramentas, destacam-se as armas de impacto, como os *monkey fists* (punhos de macaco), bastões e outros dispositivos semelhantes. Mas o que exatamente são essas armas, como podem ser utilizadas para defesa pessoal e quais são as considerações importantes a serem feitas? --- O Que São Armas de Impacto? - Monkey Fist (Punho de Macaco) : Originalmente utilizado na navegação marítima, o *monkey fist* é um nó projetado para adicionar peso a uma corda, facilitando seu arremesso. Na autodefesa, consiste em uma esfera pesada envolta em corda ou paracord, criando uma ferramenta compacta que pode ser usada para desestabilizar um agressor. Monkey Fist disponível em nossa loja - ** Bastões :** Variam desde bastões retráteis até cassetetes tradicionais. São projetados para ampliar o alcance do usuário e proporcionar uma força de impacto significativa. Feitos de materiais como metal, madeira ou polímeros, podem ser facilmente transportados. - ** Outras Armas de Impacto :** Incluem kubotans, chaveiros táticos e outros dispositivos portáteis que servem tanto como ferramentas do dia a dia quanto como meios de defesa em situações emergenciais. Chaveiro Pushdagger --- ** Vantagens no Uso para Defesa Pessoal ** 1. ** Portabilidade e Discrição :** Muitas dessas armas são compactas, permitindo que sejam carregadas discretamente em bolsas, bolsos ou até como acessórios no chaveiro. 2. ** Facilidade de Uso :** Não exigem treinamento extenso para serem efetivas em uma situação de ameaça iminente. 3. ** Eficácia Dissuasiva :** O simples ato de exibir a arma pode servir como um elemento dissuasório, desencorajando potenciais agressores. 4. ** Versatilidade :** Além da defesa pessoal, alguns desses dispositivos podem ter outras utilidades, como quebra-vidros em situações de emergência. Caneta tática que além de ser usada como Kubotan pode quebrar vidros --- ** Considerações Legais e Éticas ** - ** Legalidade :** As leis referentes ao porte e uso de armas de impacto variam significativamente de uma jurisdição para outra. É fundamental verificar a legislação local para assegurar que o porte desses dispositivos é permitido. Em algumas regiões, portar um bastão retrátil ou um * monkey fist * pode ser considerado ilegal sem a devida autorização. Porém no Brasil não há legislação regulamentando tais ferramentas. - ** Uso Responsável :** Mesmo em situações de autodefesa, o uso dessas armas deve ser proporcional à ameaça enfrentada. O uso excessivo da força pode levar a consequências legais e éticas graves. - ** Treinamento Adequado: ** Embora sejam fáceis de usar em um nível básico, o treinamento profissional pode aprimorar a eficácia e garantir que o usuário saiba como empregar a arma de forma segura e legal. Imagens do nosso curso de Arnis Kali onde você aprende a se defender com diversas armas ** Aspectos Psicológicos e Práticos ** - ** Confiança e Preparação: ** Portar uma arma de impacto pode aumentar a sensação de segurança, mas é importante que isso não leve a situações de complacência ou risco desnecessário. - ** Conscientização Situacional: ** Independente de portar uma arma, a melhor defesa é evitar situações perigosas. Estar atento ao ambiente e reconhecer potenciais ameaças é crucial. - ** Alternativas Não Letais :** As armas de impacto são muito boas para preservação da vida e no controle de danos. --- ** Impacto na Sociedade e Reflexões Finais ** A escolha de portar uma arma de impacto para defesa pessoal é pessoal e deve ser feita com reflexão cuidadosa. Ela envolve não apenas considerações sobre segurança individual, mas também sobre o papel que essas armas desempenham na sociedade em geral. - ** Contribuição para a Segurança Comunitária :** Ao se sentir mais seguro, o indivíduo pode contribuir para uma comunidade mais confiante. No entanto, é importante que isso não crie uma cultura de medo ou desconfiança. - ** Educação e Diálogo :** Promover conversas sobre segurança pessoal, legalidade e uso responsável de ferramentas de autodefesa pode enriquecer a compreensão coletiva e individual sobre o tema. --- ** Explorando Novas Dimensões da Autodefesa ** Talvez este seja o momento para considerar aulas de autodefesa que não somente ensinem o uso dessas armas, mas também abordem técnicas de desescalada e prevenção de conflitos. A autodefesa é uma abordagem multifacetada que engloba habilidades físicas, mentais e emocionais. Investir tempo em entender todas as nuances pode não apenas aumentar sua segurança pessoal, mas também proporcionar uma nova perspectiva sobre interação social e autocuidado. Afinal, a verdadeira segurança vem do equilíbrio entre preparação, conhecimento e respeito tanto por si mesmo quanto pelos outros. --- ** Conclusão ** O uso de * monkey fists *, bastões e outras armas de impacto para defesa pessoal é um tema complexo que envolve legalidade, ética e responsabilidade individual. Ao considerar essas ferramentas, é essencial estar bem informado, agir dentro da lei e utilizar o bom senso. A autodefesa eficaz não se baseia apenas em ferramentas, mas também no conhecimento, na preparação e na disposição de agir de forma segura e responsável. Conheça nosso portifólio de ferramentas que podem te ajudar a ter uma melhor defesa pessoal aqui.

  • A Força do Feito à Mão: Vantagens de uma Faca Artesanal sobre a Industrial

    Existe algo quase mágico em segurar uma faca artesanal. Não é apenas uma ferramenta; é uma obra de arte que carrega a alma e a dedicação de quem a criou. Enquanto as facas industriais são produzidas em massa por máquinas impessoais, as artesanais nascem das mãos ágeis de um artesão que dedica tempo e paixão a cada detalhe. Mas quais são as reais vantagens de escolher uma faca artesanal em vez de uma industrial? Vamos mergulhar nesse universo cortante. A forja de uma faca é uma das artes mais antigas e intrigantes da cutelaria 1. Qualidade e Durabilidade Inigualáveis Facas artesanais são sinônimo de excelência. Cada peça é cuidadosamente forjada, temperada e afiada com precisão. O artesão seleciona materiais de alta qualidade, como aços especiais e madeiras nobres, garantindo que a faca não só desempenhe bem hoje, mas continue confiável por décadas. Diferente da produção em massa, onde o objetivo é quantidade, o foco aqui é na perfeição de cada lâmina produzida. 2. Exclusividade e Personalização Não existem duas facas artesanais exatamente iguais. Cada uma carrega nuances e particularidades que a tornam única. Além disso, muitos artesãos oferecem a possibilidade de personalização, permitindo que você escolha desde o tipo de aço até o material e design do cabo. É a oportunidade de possuir uma ferramenta que reflete sua personalidade e necessidades específicas. 3. Estética e Valor Artístico Uma faca artesanal é, antes de tudo, uma obra de arte funcional. Os detalhes no cabo, os contornos da lâmina, as texturas e acabamentos são resultado de habilidades refinadas ao longo de anos de prática. É como ter em mãos uma peça de galeria que também serve como uma ferramenta indispensável em diversas atividades. 4. Conexão com a Tradição e a Cultura Ao adquirir uma faca artesanal, você está apoiando a preservação de técnicas tradicionais que muitas vezes foram passadas de geração em geração. É uma forma de valorizar a cultura local e manter vivas as histórias e práticas ancestrais que conectam o passado ao presente. 5. Melhor Desempenho e Ergonomia Artesãos entendem que uma faca deve ser uma extensão natural da mão. Por isso, dedicam atenção especial à ergonomia, balanceando o peso e ajustando o design para um manuseio confortável e eficiente. O resultado é uma ferramenta que não só corta melhor, mas também reduz a fadiga durante o uso prolongado. 6. Sustentabilidade e Responsabilidade Social A produção artesanal geralmente tem um impacto ambiental menor em comparação com a industrial. Artesãos tendem a utilizar processos mais sustentáveis, materiais locais e técnicas que respeitam o meio ambiente. Além disso, ao comprar de um artesão, você apoia diretamente pequenas empresas e fortalece economias locais. 7. Valor Sentimental e Histórico Facas artesanais muitas vezes carregam histórias. Seja a do artesão que a criou ou a sua própria jornada ao longo dos anos. Tornam-se heranças que podem ser passadas para futuras gerações, carregando memórias e significado que vão muito além da sua funcionalidade. 8. Reparo e Manutenção Facilitados Se uma faca artesanal precisar de manutenção ou reparo, é possível recorrer diretamente ao artesão ou a especialistas que entendem a construção única da peça. Isso garante que a faca possa ser restaurada à sua condição ideal, prolongando ainda mais sua vida útil. Descobrindo Novos Horizontes Optar por uma faca artesanal é abrir as portas para um universo onde qualidade, arte e funcionalidade se unem de forma harmoniosa. Talvez isso desperte em você o interesse por outras ferramentas artesanais ou pelo próprio ofício da cutelaria. Quem sabe, num futuro próximo, você não esteja participando de workshops, aprendendo sobre forja, ou até mesmo iniciando sua própria coleção? Explorar o mundo das facas artesanais é mais do que uma simples escolha de compra; é uma jornada de apreciação pela arte, tradição e pelo que há de melhor na expressão do trabalho humano. Conheça nosso trabalho e aproveite o melhor da cutelaria de facas artesanais.

  • 8 dicas de manutenção para suas facas artesanais de aço carbono

    Facas artesanais são de exímia qualidade, porém necessitam de manutenções para mantê-las em bom estado e qualidade. Veja a seguir 8 dicas de manutenção para suas suas facas artesanais de aço carbono Bowie Frontier produzida em 2022 Manter a manutenção adequada de facas artesanais em aço carbono é essencial para garantir sua durabilidade e desempenho. Aqui estão algumas dicas importantes para cuidar dessas peças valiosas: Limpeza regular Após cada uso, limpe a faca imediatamente. Use água morna e sabão neutro, enxaguando bem e secando completamente com um pano macio. Nunca deixe a faca de molho na água, pois isso pode causar corrosão. Evite também a lavagem em máquina de lavar louça, que pode danificar tanto a lâmina quanto o cabo. 2.Secagem Imediata Facas em aço carbono são suscetíveis à oxidação. Após a limpeza, seque a lâmina imediatamente e com cuidado. Use um pano seco e macio para garantir que toda a umidade seja removida, especialmente nas áreas próximas ao cabo e em quaisquer entalhes ou gravações. 3. Lubrificação A lubrificação é crucial para prevenir a ferrugem. Após a limpeza e secagem, aplique uma fina camada de óleo mineral ou óleo específico para facas na lâmina, como o óleo singer. Evite óleos comestíveis, que podem rançar e atrair sujeira. 4. Armazenamento Adequado Armazene suas facas em local seco e seguro. Suportes magnéticos, blocos de facas ou bainhas específicas são boas opções. Evite deixar a faca solta em gavetas, onde pode se danificar ou danificar outros utensílios. Certifique-se de que a lâmina não esteja em contato com outros metais para evitar reações que possam causar corrosão. 5. Afiação Regular Para manter a eficácia da lâmina, afie-a regularmente. Utilize uma pedra de afiar de grão adequado para o tipo de aço e nível de desgaste da faca. Mantenha um ângulo constante ao afiar para garantir um corte preciso. Treinamento ou prática podem ser necessários para aprimorar essa habilidade. 6. Cuidados com o Cabo Se o cabo for de madeira, trate-o periodicamente com óleo de peróba ou óleo mineral para evitar ressecamento e rachaduras. Cabos de outros materiais também devem ser inspecionados e limpos regularmente. 7. Evitar Uso Inadequado Use a faca artesanal apenas para as finalidades para as quais foi projetada. Evite cortar materiais muito duros ou usá-la como ferramenta de alavanca, o que pode danificar a lâmina. 8. Inspeção Regular Realize inspeções periódicas para identificar sinais de desgaste, danos ou corrosão. A detecção precoce de problemas permite tomar medidas corretivas antes que eles se agravem. Seguindo essas dicas, você garantirá que suas facas artesanais em aço carbono permaneçam afiadas, seguras e bonitas por muitos anos. O cuidado e a manutenção adequados não só preservam a funcionalidade da faca, mas também honram a habilidade e o esforço do artesão que a criou.

  • 5 motivos do porquê facas são uma excelente alternativa para uso em defesa pessoal

    Facas são ferramentas que acompanham o homem desde usas origens. Mesmo com a modernidade em ferramentas de defesa, elas têm seu espaço em diversas situações como uma excelente alternativa para defesa e preservação da vida. Aqui vão os cinco pontos sobre o uso de facas como ferramenta de defesa, levando em conta suas vantagens e desvantagens: Acessibilidade e Portabilidade Facas são geralmente mais acessíveis e fáceis de portar em comparação com outras armas. Elas podem ser encontradas em várias formas e tamanhos, permitindo que sejam discretamente carregadas e rapidamente acessadas em situações de emergência. Um modelo EDC é o mais prático e discreto para portar todos os dias sem complicações. Faca Loveless especial para porte urbano na linha de cintura Versatilidade Facas não são apenas ferramentas de defesa; elas têm múltiplas utilidades no dia a dia, como abrir embalagens, preparar alimentos e realizar reparos. Isso torna seu transporte e posse mais justificáveis e menos suspeitos. Outro ponto é que são ferramentas relativamente baratas e que caso precise, podem ser descartadas sem complicações. Melhor uma ferramenta que pode virar arma que uma arma que não pode virar ferramenta. Intimidação A simples exibição de uma faca pode ser suficiente para dissuadir um agressor. O aspecto intimidante de uma lâmina pode fazer com que um potencial atacante pense duas vezes antes de prosseguir com uma ameaça. De acordo com o famoso general Farbain, responsável por treinar os comandos ingleses da segunda guerra mundial, uma lâmina polida causa medo paralisante em algumas pessoas. Mesmo que seja comum em muitos meios de defesa não se recomendar mostrar sua vantagem como efeito de dissuasão, há espaço para aplicação da intimidação. Commandos treinando o método do Gen William Farbain Proximidade de Combate Facas são eficazes em confrontos de proximidade, onde o atacante está a uma distância curta. Isso pode ser uma vantagem em ambientes restritos onde o espaço para manobrar é limitado. Elevadores, transportes públicos, estacionamentos; quanto mais próximo, mais vantagem. Treinamento de Arnis Kali uma arte marcial fundada no uso de lâminas Facilidade de Treinamento Básico Treinamento básico no manuseio de facas pode ser relativamente rápido e acessível. No entanto, é crucial buscar treinamento profissional para entender como usá-las de maneira segura e eficaz, minimizando riscos para si mesmo e para outros. O Arnis Kali é uma arte marcial que trabalha de forma realista e intensiva o uso da lâmina e outras ferramentas de defesa. Conheça nossa linha de cutelaria tática e participe de nossos treinamentos.

  • Porque faca Full tang?

    Porque Faca Full tang? No mundo da cutelaria e suas atividades adjacentes, sempre há uma pergunta rápida quando se trata de saber da qualidade de uma faca: é full tang? Se é full tang é boa. Opa, pera lá! Full tang é um termo muito popular, mas nem sempre exato, que designa uma faca que possui sua empunhadura formada diretamente na placa de aço da faca. Diferente de outras facas que possuem espigas que são inseridas ou atravessam uma empunhadura selada, as full tang possuem metal aparente nos contornos de sua empunhadura. Para ser mais claro, considera-se popularmente que uma faca full tang é aquela que aos contornos da empunhadura são formados pela continuidade da lâmina. Mas de fato, uma faca full tang é realmente A Faca? Para definirmos isso, é preciso nos apoiarmos na história e toda experiência que ela evidencia. O primeiro arco produzido data de de quase 100.000 anos atras, e a faca, veio em mesmo período. Por milênios o Homem utilizou facas, lanças, espadas, e todo tipo de artefato bélico cortante sendo composto desde pedras lascadas até sofisticados aços em diversas atividades "brutas" como caça e guerra. Anatomia de uma espada medieval. Detalhe para os conceitos de Forte e Fraco Muito se diz em meios de aventureiros diversos, que a faca full tang é confiável pois "não quebra", que full tang "aguenta rachar lenha", que full tang pode ser utilizada sem empunhadura, alavanquear coisas pesadas e topar todo tipo de situações extremas. Ué, mas full tang não quebra! Mas a primeira pergunta que surge é: porque quase a totalidade de grandes facas, espadas, espadins, adagas, floretes, sabres, facas de luta, Baionetas, Bowies, Fighters, Tantos, Kukris e infinitas peças não são "full tang"? Seriam os homens do passado apaixonados em correr o risco de utilizar ferramentas fracas prestes a quebrarem a qualquer momento? Estrutura ancestral de lâminas testadas em batalha Alguns anos atrás em uma das releituras de The complete Bladesmith: Forging your way to perfection (HRISOULAS, Jim , 1987) compreendi parte da resposta para o porquê das espadas serem hiddden tang. Com profundo conhecimento de técnicas antigas, Hrisoulas explica que o principal vetor de resistência de uma espada é o POMO. Sim, o pomo da espada deve ser em uma medida correta pois ele contra balenceia os impactos que a lâmina da espada recebe e impede que a espada se quebre. E o melhor design para se conduzir um pomo é justamente a estrutura full tang, que permite a construção de um conjunto "condutor" da energia que a lâmina sofre. Ou seja, uma espada vibra tanto que a própria vibração pode fazê-la se partir, e o pomo atua como um contra peso. Outros fatores compõem a integridade de uma lâmina. Esses critérios se referem ao Forte e Fraco de uma lâmina, sendo o forte a metade da lâmina da espada (ou faca) entre a guarda e 3/4 da porção de lâmina a frente. Como o próprio nome já diz, uma peça sem falhas no processo de construção não se partirá no forte. Enquanto o fraco é justamente o 1/4 de lâmina que compõe a ponta, sendo a porção suscetível a fratura de qualquer lâmina. Isso quer dizer que, o ponto de quebra de uma lâmina bem feita, seja espada, seja faca, é a a porção final da lâmina que contêm a ponta. Outro fator pertinente considerado para a resistência de uma lâmina, é algo que parece meramente estético, mas não é: o Ricasso. O ricasso é aquela porção de aço não afiado que segue no fio que fica entre a guarda e a lâmina. Ele é um fator de aumento de resistência também. -Ok, então é para a espada não se partir que se faz um pomo e uma estrutura hidden tang, mas e os facões e machetes!? Porque eles não se partem!?" Aí entra um segundo fator que talvez somente sentindo na pele é que se possa perceber. Os machetes ou facões como dito no inicio do texto, foram feitos para implementos agricolas. É de se concordar que seria muito mais rápido e fácil construir machetes no lugar de espadas e utiliza-los em batalha, já que são basicamente uma chapa de aço com uma terminação em duas placas para formar uma empunhadura. Machetes não atingem escudos, armaduras, machetes atingem carne, vegetais, madeira. Materiais macios e cortáveis. Já experimentou atingir uma placa de aço com um machete? Pois bem, se já percebeu que toda a vibração que deveria se dissipar, vai para sua MÃO. Uma arma que vibra na mão é uma arma perdida, já que fica impossível mantê-la empunhada. Uma espada compensa por seu pomo e estrutura hidden tang todo impacto que recebe e dissipa essa energia. Um facão não. Detalhe para o "Tang oculto' que termina em um pomo Uma lâmina se comporta da seguinte maneira: ela vibra ao atingir alvos. O aço é um material resistente devido a sua capacidade de absorver impactos sem se deformar. Quando uma lâmina atinge um alvo, ela vibra pois absorve impacto. A vibração da lâmina pode arruinar a mais firme das empunhaduras. Da mesma forma que pode se partir. Um ultimo fator que deve ser mencionado, é que uma faca full tang (salvo peças em aços inoxidáveis) mantem a estrutura da faca exposta ao clima; chuva, sangue, acidos, ferrugem, etc. Se for pensar a longo prazo, a deterioração do tempo agindo sobre a empunhadura pode arruinar por completo uma linda faca. Uma utilização em caça, com sangue, chuva, torções, expões a todo tipo de ação do tempo deteriora a estrutura da faca. Uma faca hidden tang pelo contrario, irá preservar a estrutura da faca contra o clima e o tempo; quando desejável é muito simples remover a empunhadura e colocar uma nova e ter a faca por muito mais tempo. Infiltrações acabam por destruir a lâmina "-Você falou de tudo, menos o porque ja vi facas quebrarem na junção da espiga!" De fato, acontece da faca partir na junção da espiga. Design ruim? Jamais. Erro de construção? Possivelmente. Erro no uso? Com certeza. Há alguns meses vi um famigerado Youtuber filmando-se quebrar sucessivos cabos de machadinha justificando que nenhum tipo de madeira suportava seu uso Intensivo. Quebrando um cabo de madeira após o outro, de madeiras mais macias ao monstruoso Roxinho do Pará, nenhuma madeira era suficiente para seu inovador método de uso. Ate que ele teve a genial ideia de soldar um "cano de ferro" na estrutura da machadinha, e desde então ela ficou INQUEBRÁVEL - e possivelmente INUTILIZÁVEL. Para bom utilizador alguns calos no couro bastam - Ferramenta certa para o trabalho certo. Machadinha é machadinha. Machado é machado. E a história tá aí para ter aprimorado todo tipo de ferramentas para todo tipo de uso, basta escolher de forma sábia. Full tang, agora vai! Técnica efetiva para quebrar facas -O que isso tem a ver com espiga afinal!? Muito simples caro leitor, a utilização de qualquer ferramenta exige domínio técnico e refinamento em seu uso. Da mesma forma que é de uma tremenda grosseria cortar mato e lenha com uma espada - Se é que isso é possível, é de tremenda grosseria forçar certas ferramentas em usos inadequados. Como profissional da cutelaria logo compreendi que ferramentas inadequadas resultam em trabalhos mal feitos e danosos. E que usos inadequados resultam em quebra de equipamentos ou pior, acidentes contra o próprio utilizador. E é com base nisso que afirmo, sem ressalvas, que facas hidden tang se partem por falta de domínio técnico e uso inadequado. São exemplos de mal usos que já vi: alavanqueamento de pedras, rochas e portas (Pé de cabra pra que né!?), arremesso em pedras (!), Batoning alavanqueado  (tecnica ruim + serviço pesado = fail) Faca cravada em nó de madeira (Se empena até serra de marcenaria imagina uma faca) e o pior e mais grosseiro: uso como formão (!!!). Alguns desses casos justifica-se que uma faca fulltang suporta. Só que fica o questionamento: que tipo de propaganda é essa que incentiva o mal uso de uma faca e alimenta o mau gosto de executar atividades abusivas e sem domínio técnico? Que tipo de situação extrema é essa em que você precisa executar tais atividades com total falta de domínio? Objetivando o que? Fratura crítica no forte da lâmina Uma utilização em caça, combate, Cortes de materiais naturais, cortes finos e precisos são as funções que uma boa faca executa. Em termos simples é cortar e perfurar bem. Uma faca que abre mão dessas duas funções em prol de algo mais, torna-se a típica ferramenta pato: voa nada e corre, mas não faz nenhum desses direito. Espessura maior para suportar alavanca resulta em menor capacidade de corte e aumento considerável de peso, ou seja, ferramenta "cega" e cansativa de usar. Ponta arredondada para não quebrar resulta em perfuração quase nula, ou seja, é fácil de escapar na hora de perfurar e se voltar contra o próprio utilizador. É preciso sempre pesar as qualidades e usos de uma faca, sem exageros fantasiosos: se espera abrir o capô de um carro com uma faca ou tombar rochas e derrubar arvores já adianto logo: vai sofrer, vai se arriscar muito e provavelmente irá se machucar, com ou sem full tang. -Então afinal porque há tantas facas full tang no mercado? Uma resposta que contemple de forma respeitosa todo um mercado existente posso afirmar que facas full tang são economicamente mais viáveis de serem produzidas. Desde o advento do inox e sua caracteristica resistência ao clima, é possível eliminar um dos problemas que se enfrentava no passado. Em facas de menor estatura (até uns 15cm de lâmina), todo o conceito de vibração se torna bem menos perceptível, devido à capacidade de utilização de tais peças. Então facas fulltang não possuem problema nenhum, eu mesmo as utilizo. Porém o que quis salientar é que Full tang não é o divisor de águas entre o que presta e o que não presta. Antes de escolher uma faca pela sua empunhadura, escolha pela sua lâmina, seu perfil de corte, tipo de aço de tratamento térmico, materiais utilizados. Te garanto que todos esses fatores serão a maior definição de qualidade do que um perfil de cabo. Se você gostou desse artigo, curta e comente e visite nossa loja online clicando aqui.

  • Fazendo uma faca estilo Loveless

    Faca Loveless by Machado Facas As facas artesanais são feitas por um processo manufaturado garantindo exclusividade e qualidade. Acompanhe em nosso vídeo como fizemos uma faca estilo Loveless que você pode encontrar direto aqui no site machadofacas.com Acompanhe como foi feita uma das nossas facas estilo Loveless

  • Qual a diferença entre facas industriais e artesanais?

    Há diferença entre uma faca artesanal e uma faca industrial? Uma pergunta recorrente entre entusiastas das lâminas é a comparação efêmera se faca artesanal é melhor que industrial. Tópicos como qual a melhor faca ou qual vence em uma competição de corte são constantes e parece que nem sempre as respostas são claras. A discussão é longa e o assunto polêmico, porém irei explanar o que difere tais facas definindo suas qualidades e peculiaridades, tentando demonstrar qual a melhor escolha. Quais as diferenças entre facas artesanais e industriais? Industriais Uma faca Industrial, como o próprio nome já diz, é um projeto de lâmina replicado em escala e método industrial. Um projeto ou design é feito e replicado por equipamentos industriais como estampos, corte a laser, cnc ou topo tipo de aparato siderúrgico que produz em grande escala. Centenas ou milhares de facas, dependendo da tecnologia, podem ser produzidas. As facas em geral recebem materiais acessíveis de produção na industria e tratamento térmico massificado. Isso que dizer que em geral facas industriais são feitas com lâminas em aço inox e empunhaduras e bainhas em materiais plásticos ou sintéticos. A maior vantagem dessa configuração é a acessibilidade dos preços devido às altas quantidades de facas produzidas em um determinado tempo e materiais de origem sintética. Algumas indústrias utilizam materiais mais básicos em suas produções e outras utilizam materiais de ponta a preços mais altos, tudo depende da oferta e empresa. Em geral facas produzidas na china possuem um preço bem atraente e entregam um desempenho de entrada. enquanto facas produzidas nos Estado Unidos possuem preços consideráveis e exclusivos com desempenhos mais altos. As peças nacionais possuem preços razoáveis porém em geral oferecem materiais de entrada com desempenhos de básicos. Artesanais Já as facas artesanais são produzidas de formas totalmente manufaturadas, com utilização mínima de maquinários com métodos tradicionais e materiais naturais e especiais. São produzidas em unidades por baixa escala com algumas sendo produzidas em pequenas dezenas de séries. Não há uma quantidade de produção que defina exatamente o que é artesanal, porém creio que seja consenso que facas feitas em pequenas séries, de forma exclusiva, com design diferenciado e tratamento térmico individualizado sejam facas artesanais. Ao contrário das facas industriais que recebem tratamentos térmicos e cortes em massa, as artesanais passam uma a uma nas mãos do artesão cuteleiro.  Cada peça é individualmente desenhada, cortada (ou forjada), moldada, tratada termicamente, montada e acabada.  É virtualmente impossível que uma faca artesanal não tenha todas suas características inspecionadas pelo cuteleiro que a faz devido as etapas serem todas manufaturadas. Dessa forma, uma faca artesanal nunca sai idêntica a outra e nem suas falhas podem passar despercebidas pelo cuteleiro, pois todas as etapas de produção são tratadas passo a passo, testadas e inspecionadas. Mesmo que uma falha resista à toda essa revisão do cuteleiro e falhe, o proprietário terá a quem recorrer de forma quase que direta. Outras vantagens são que devido ao seu processo de produção e seu planejamento específico em tarefas, facas artesanais em grande maioria têm um desempenho superior   diante das industriais, seja em materiais, seja em design/acabamento ou mesmo em desempenho de corte. Um cuteleiro pode personalizar tratamentos térmicos para extrair máximo desempenho de um tipo de aço, da mesma forma que pode desenvolver ângulos de corte mais agressivos, possibilitando a criação de facas com corte incríveis e adaptadas aos usos desejados. Tradicionalmente feitas em aço carbono, que possui melhor estrutura de manter um corte duradouro, facas artesanais sempre impressionam pela capacidade de corte. Da mesma forma que as espadas japonesas são feitas uma a uma sob um intenso processo de manufatura, uma faca artesanal se assemelha em processos e materiais, sendo sempre melhor ajustada à tarefa para qual foi criada. Mas então facas artesanais são “melhores” que industriais? A resposta é sim e não . Sim porque, como explanado acima, uma faca artesanal sempre será melhor ajustada às tarefas para as quais são designadas. Por exemplo, uma faca de caça genérica feita de forma industrial tem uma tiragem de 1000 peças. Os proprietários sentem que a empunhadura não se ajusta muito bem a suas tarefas, ou o aço não tem um bom desempenho de corte. Para que alguma mudança seja feita em alguma faca industrial, todo o seu processo deve ser revisto. É como um erro em uma tiragem de jornal, até que as máquinas sejam paradas, muitos jornais já foram produzidos. Com uma faca artesanal esse tipo de situação não ocorre. Qualquer ajuste pode ser facilmente feito, todo o projeto pode ser customizado para as necessidades do cliente e mesmo em seu processo de produção um cuteleiro sempre definirá bem a que a faca serve, adaptando seu tratamento térmico, tipo de aço, geometria de fio, materiais e tudo o mais. Não porque   nem todo tipo de situação uma faca artesanal é melhor que uma industrial. Uma faca industrial tem o descompromisso e o preço acessível de uma faca que pode ser encontrada facilmente. Em geral  é o tipo de faca que se quebrar ou for perdida não causará dores maiores. Elas podem ser utilizadas sem maiores preocupações, emprestadas e sofrerem abusos. Mesmo as com maior preço, podem em geral ser reencontradas e você poderá repor com algum custo a faca. Também são facas que não exigem muita manutenção pois tendem a serem feitas de aço inox que possuem uma capacidade de corte decente e podem ser estocadas em caixas de ferramentas; armazenadas em condições sem maiores preocupações para emergências. Então qual a melhor faca afinal? A resposta para a melhor faca é: aquela que te satisfaz. Independente dos tipos, nada é melhor do que compreender as qualidades das facas e seus usos, entendendo os valores que são necessários para ter acesso a peças de qualidade e com valores condizentes. Conheça nossos produtos, visite nossa pagina em  www.machadofacas.com Para saber mais sempre inscreva-se me nossa newsletter e receba sempre conteúdo relacionado a cutelaria.

  • O uso de facas como ferramenta para defesa pessoal

    E algumas coisas a mais Faca inspirada no modelo USMC Kabar by Machado Facas É comum as pessoas questionarem o uso de facas em ambiente urbano, ou na "rua" como é dito. Para quem já teve a experiência (ou tem) de portar uma lâmina, as pessoas ao redor tendem a demonstrar várias reações diferentes, mas quase sempre comuns, sobre os problemas e complicações de se portar uma lâmina. É comum dizerem que há leis que proibam o porte de lâminas em ambiente urbano, ou que facas são armas brancas, da mesma forma que é comum demonstrarem certo espanto (e até reprovação) em outras. Porém a sua liberdade não é um tema a ser debatido, mas vivenciado.   O argumento central aqui será a quintessência do assunto; simplesmente um ponto de vista pouco debatido nesse país, que é o direito a defesa da própria vida e de terceiros. Se procura uma resposta rápida, um assunto leve com respostas prontas, te convido a ver algo um pouco mais complexo do que isso, mas que ao fim, acredito que irá te fazer refletir segredos que talvez tenham te passado batido a um bom tempo. O que pretendo tratar aqui é a prática de utilizar lâminas em ambiente urbano e suas vantagens e desvantagens. Sem questionamentos morais, sem legalismo, sem paternalismo; o puro e simples exercício de cidadania e responsabilidade como cidadão que merece - e deve, preservar sua liberdade e livre busca de sonhos e felicidade. Em outras palavras, um ser humano livre e pleno sem controle de instituições, dogmas e ideologias coletivistas.  Porém como dito acima, não é uma simples resposta, mas toda a formação de uma conduta de auto responsabilidade, de individualismo conciente e racional que demanda não só uma boa capacidade de enxergar além do comum, mas de refletir sobre o caminho sendo traçado e as consequências de tais atos.  Quero iniciar demonstrando os 3 pilares que formam uma mentalidade aversa ao indivíduo livre 1. A normose e o sentimento de impotência (ou paternalismo).  A constante ideia de uma forte instituição fornecendo tudo aos indivíduos, abraçando pra si responsabilidades e consequências de comportamentos ao mesmo tempo em que tudo direciona ou instrui se chama Paternalismo (de grande pai mesmo). Um mal tradicional no Brasil, é uma ideologia oculta; um costume implícito na formação do Brasileiro que teve suas garras cravadas em meados do Sec XX. Um povo aguerrido, revoltoso, constantemente avançava contra os regentes, com diversas tentativas de revoltas, separatismos e por fim guerra aos vizinhos, hoje conhecido como um povo pacífico, averso aos confrontos e receptivo às críticas de nações que se enxergam melhores que nós. O grande contraste se mostra em nossa espantosa e trágica média de 50mil mortos ao ano; mortes violentas em confrontos armados. É comum que isso seja comparado a países em guerra, e de forma frustrante, perceber-se que nem em guerras há tantas mortes assim.  Nisso temos o primeiro sentimento prevalecente, a Normose. Aceita-se que é assim mesmo e está tudo bem. As pessoas morrem. Nada disso tem a ver com você, é uma clara crise de segurança pública. O Estado deve resolver, o cidadão comum jamais poderia estar preparado para lidar com a violência. Fique em casa depois das 22hrs, não dê bobeira na rua, não use objetos de valor, não ganhe muito para não chamar atenção. Se estas falas não lhe causam estranhesa, você está contaminado pela normose. E tá tudo bem. Vamos refletir sobre isso. É comum que a cada tentativa de combater a letargia da normose ocasione em frases como "ah violência não resolve" ou "o cidadão não está preparado para isso". Ou pior, "Arriscar a vida por um bem material jamais". São meias verdades tornando-se verdades completas .  Se violência não resolve, porque então há guerras? Ou melhor, porque há policiamento ostensivo? Porque o crime organizado é violento? Porque os animais brigam? Porque as ultimas guerras terminaram em paz? "O cidadão não está preparado para se defender" e quando estará? E quem está preparado? E se quem está preparado não quiser defender o cidadão? E se não puder? E se o cidadão estiver? "Arriscar a vida por um bem material jamais" E porque o ladrão mata por um  bem material? Porque ele está disposto a morrer por um bem material? E se for seu lar? E suas riquezas? E se você perder tudo em um pix? E se sua familia ir para as ruas por isso? E se nada disso ocorrer pois você se arriscou? Toda essa conduta é implícita na frase do "Não reaja". Esse mantra, repetido milhares de vezes, tornou-se a meia verdade mais verdadeira na cabeça de quem não está quebrando a barreira da normose. O Não reaja significa nunca reagir mesmo sob a pior ameaça contra sua vida, sua família e seus bens. O mesmo que está disposto a morrer para te tomar tudo, inclusive a vida, se justifica pelo não reaja. É a margem de segurança que ele precisa para avançar contra qualquer um sob o manto da maldade de trucidar qualquer um sem culpa alguma. "Quem mandou reagir". Você acreditaria que se todos os dias, durante o dia todo, as pessoas ao seu redor te dissessem que você é capaz, que é muito bom no que faz e que está no caminho certo, em 10 anos você realizaria coisas a altura do que dizem que você é? Agora imagine isso ao contrário, de forma negativa, te depreciando, todos os dias, nos jornais, na tv, nas redes sociais, todos os dias durante todo tempo, as pessoas dizendo que você não é capaz. Eis onde chegamos, o pesadelo é real. Repetir muitas e muitas vezes no seu sub consciente o não reaja te garante o nobre sentimento de sentir-se incapaz, ilegítimo, intimidado e injusto de tomar uma atitude energica e jus natural de defender a sua vida, a dos seus bens e familiares. Essa loucura toda tem nome, e se chama sentimento de impotência.  Somando o "Todo mundo faz" com o "É assim mesmo" temos o psicológico do brasileiro contemporâneo formado na incrível capacidade de temer armas, de justificar o crime e achar tudo normal porque é assim mesmo. Tudo em nome da paz, da civilidade, da democracia e dos interesses do povo pobre que só está preocupado em saber de trabalho e comida - enquanto é brutalizado no ponto de onibus perdendo o pouco que tem para gente que acha que tem pouco. Nada disso é normal, e nada disso está tudo bem. Sabendo disso, é possível ir para o próximo pilar, mais conhecido como 2. O certo é a lei  "É nosso dever moral, e obrigação, desobedecer a uma lei injusta" L. King Há quem segue a lei e há quem seja legalista. Seguir a lei é um dever, legalismo é uma ideologia. Cidadania se exerce obedecendo às leis, mas ainda mais as constestando. Leis injustas são um grande abismo a ser superado por uma sociedade composta por verdadeiros cidadãos. Legalistas são indivíduos de alma corrompida apegados aos benefícios de punir aos outros enquanto se escondem atrás de um falso moralismo legal. Para entendermos a prática, há claras constatações ao longo da história, como por exemplo a escravidão. No passado, era Legal tornar-se proprietario de pessoas, governar suas escolhas e controlar seus corpos. Os primeiros a constestarem o erro na escravidão logo eram calados por legalistas que diziam "Está na lei, moral não vale aqui". Outro exemplo foram as leis de expropriação contra Judeus feitas pelo partido nazista. Era lei, os malditos só estavam cumprindo a lei ao expropriarem propriedades e exterminarem pessoas indefesas. No Brasil é lei o cidadão não ter direito a portar armas, É lei ter que provar "efetiva necessidade", é lei ter que obedecer a critérios excludentes de classe social - mais uma vez, o que tem menos tendo acesso a menos. Criou-se uma casta de preparados, bem adestrados, irrefutáveis bons cidadãos capazes de alto julgamento situacional e exímia habilidade técnica para portar armas. O restante é só cidadão mesmo. Não estou defendendo quebrar a lei e se prejudicar no processo. Até porque quando um vai contra a lei é criminoso, muitos contra a lei é insurgência, mas os certos contra a lei, ah, esses são iluminados vítimas de erro de julgamento; estes são diferentes, sabe. O que estou dizendo é, pare de acreditar que as leis são o julgamento correto. O certo é certo mesmo que ninguém esteja fazendo, o errado é errado mesmo quando muitos estão fazendo. As leis geralmente estão neste meio de forma um pouco obscura, então, tenha um bom norte moral e saber o que é certo antes de procurar o que está na lei. Cidadania se forma com todos entrando em acordo, jamais pela imposição de poucos sobre muitos.  Isso nos leva ao terceiro pilar da tragédia de pensamento que é  3. A política resolve os problemas "Vamos eleger fulano, ele irá resolver nossos problemas". Se você prestou atenção até aqui, já percebe um combo da normose, com paternalismo e legalismo relatados acima sintetizados nessa frase infeliz. Só quero figurar um pequeno exemplo para mostrar uma luz diante dessa situação. Você está em sua casa, e alguém toca a campainha.  Ao atender você se depara com um representante do governo. Se o seu primeiro sentimento é de ficar feliz, você pode desistir de tudo e ficar na pílula azul mesmo que tá tudo bem. Mas se você sente preocupação, você percebeu duas coisas. A primeira é que você acordou e já percebeu que governo na sua vida particular significa ameaça. Você sabe que o governo não tem nada para te oferecer porém muito a te exigir. A segunda coisa que você deve perceber é: No mínimo, o governo irá te prejudicar, no máximo te beneficiar. É uma equação onde quanto mais o governo se aproxima dos seus interesses, menos eles deixam de ser seus interesses.  Por esse motivo, sem mais rodeios, é que você não deve esperar nada de positivo através da política ou de governo. Os politicos não irão resolver seus problemas. Basta ver como as insituições públicas fornecem um serviço péssimo, com sabor de "favor" enquanto demandam um altissimo custo que você ficaria muito feliz em não contribuir em prol de buscar os seus interesses com seus recursos poupados. A política então é uma abstração em que todas as frustrações são lançadas, com esperança de uma mudança que se você pensar bem, não terá beneficio direto nenhum a você, e mesmo que haja algo próximo, será algo diluído e mediado pela expectativa de muitos outros. A política não irá realizar seus sonhos, no cenário comum irá atrapalhar a sua realização. E o que tudo isso tem a ver com facas e defesa pessoal? Um cidadão que se coloca como pleno em manter seu direito a vida, a propriedade e busca da felicidade, deve antes de tudo compreender que Cidadão é aquele que se coloca como livre para buscar seus interesses e que esteja garantido minimamente pelo poder do Estado de agir com garantias. As garantias podem ser as mais básicas como proteger seu lar, sua família e poder transferir seus bens aos seus descendentes. Toda a ideia de liberdade ronda mais ou menos nesse espectro, que podem ser resumidos como uma analogia de "Cada um no seu canto protegendo o que é seu". Isso é tão básico que até mesmo os animais têm uma ordem natural de proteger seu território, sua prole, seu alimento e sua integridade. Quando as coisas não vão bem, os avanços do Estado contra o indivíduo se tornam normais, são aceitas sem questionamento e com total apatia. E aí chegamos ao ponto que estou assentando terreno desde o inicio do texto Quando você precisa de autorização para garantir seus meios de se manter vivo, a tirania se instalou.  Para um bom observador, certas coisas são tão claras que chegam a causar cegueira aos que ainda dormem. Porque o cidadão comum, ordeiro, pagador de impostos, voltado a praticar o bem e boas obras, precisa comprovar efetiva necessidade de possuir e portar armas? Por qual motivo um cidadão deveria ser barrado a ter acesso de meios para se defender e defender aos seus?  Não entrarei no cansativo e circular debate do cidadão armado causando tragédias, bang bang na rua e todo tipo de especulações de apontar o próximo como o mal do mundo. Ignoremos esse debate, já não é momento de debater, mas de agir.  Por questão de ética, negar meios de preservar a segurança de uma pessoa não é poupar vidas, mas condenar outras. O criminoso é um inútil egoísta que na convicção de sentir-se merecedor dos bens do próximo, toma a atitude de colocar a vida de todos em risco em prol da própria satisfação. A meia verdade habita sempre no "Porque ferir um coitado que só está roubando um celular" ou "É um excesso ferir um rapaz desarmado que estava tentando roubar". Mas como disse acima, o criminoso coloca a vida de todos em risco, isso inclui a dele mesmo. Ocultar a clara exposição e iniciativa dele, em claro desleixo com a própria vida, é uma das maiores canalhices argumentativas utilizadas atualmente. Um homem disposto a matar um cidadão inocente para tomar seus bens também deve ser um homem disposto a morrer pelos mesmos bens . E nisso habita a verdadeira definição de defesa pessoal. Apontar excessos - que curiosamente sempre são excessos de defesa porém nunca de ataques, definir falsa moral justificando segundas chances ou mesmo culpabilizando vítimas é o que dá sentido ao problema que enfrentamos. Ao se defender, cessar a injusta agressão é o único caminho. Porém o criminoso não tem limites quanto a sua maldade. Quantos inocentes que sem reação alguma, ou no pânico de serem agredidos acabaram "assustando" os bandidos, não foram mortos com extrema crueldade? Ou seja, presume-se que o bandido deva ser justificado em seus excessos pois a vítima o "assustou" porém o que se defende, além do fator surpresa, deve administrar total controle e justa agressão contra um crápula que o colocou em uma situação de risco de vida.  Então chegamos ao ponto principal de tudo: defender-se vai além de um ato de contra violência, mas sim da compreensão do cenário em que se encontra e entender todas as oportunidades disponíveis e suas consequências. Ou seja, estamos no Brasil, com baixa segurança jurídica, pouca segurança pública e excesso de impunidade. Estar atento ao ambiente e identificar ciladas vai além do que a vista alcança, começa com saber identificar janelas de oportunidade taticamente e estrategicamente, no momento que as coisas ocorrem e muito antes delas ocorrerem. E aqui entramos nas Facas Faca não é arma, até que seja usada. O que as autoridades irão achar ou pensar não entra nesse momento, coloque essa questão na caixinha do risco Brasil e suas inseguranças jurídicas. Faca não precisa de autorização ou licença para aquisição, uso porte, ou que seja; Facas estão disponíveis em todos os locais de forma comum misturada em diversos ambientes.  Facas de qualidade são muito acessíveis - e isso não estou incluindo peixeiras tradicionais ou porcarias chinesas, mas sim boas peças industriais ou artesanais com máximo aproveitamento para combate. Um valor razoável de 1 salário mínimo encontrará algo excepcional para seu uso. Se acha esse valor absurdo ou caro, olhe para seu celular que tenho certeza que custou mais, vai durar apenas 18 meses e você usa em todo lugar sem medo de perder. Então sem impressionismos aqui. Uma boa faca, com qualidade, peso, resistência e portabilidade é primordial para bom aproveitamento.  A faca pode ser descartada facilmente, pode estar disponível facilmente e oferece um nível de letalidade condizente com defesa, com o bônus de poder controlar danos. O que é facilmente mal entendido, é que as pessoas tendem a não levar a sério a faca como arma pois se baseiam em tropas militares uniformizadas que usam praticamente só armas de fogo. O que não se está levando em consideração nesse caso, é que tropas combatem em grupo, fardadas (o que já transforma o agente em um referencial de coibir violência ou potencializar) e possuem diversos recursos e aparatos para agir com garantias legais. O cidadão comum não. E nesse aspecto, o cidadão possui uma pequena mas valiosa vantagem: o efeito surpresa. A ocultabilidade que a faca possibilita ao cidadão comum possibilita encurtar distância sem ser percebido, permite que ele atue e se misture a outras pessoas sem gerar um contraste. Outro detalhe que o cidadão não tem obrigação de atuar diante de um crime, tendo a opção de simplesmente se evadir de um local perigoso e principalmente, o cidadão não tem obrigação de agir com protocolos para reter um criminoso. De forma prática, a obrigação de se manter vivo está acima de qualquer outro dever para um cidadão, abrir mão dessa conduta em prol de analizar leis é motivo para voltar no topo do texto e ler tudo novamente. Por último, eficiencia vem do preparo; eficacia da qualidade. Usar uma faca em defesa demanda treino, demanda conhecimento em anatomia e principalmente um espírito forte para suportar o caos que utilizar uma lâmina pode ser. Com uma atitude bem definida e pensada diante de uma situação extrema, fica claro conceber em que situações são justificadas o uso de força letal e contra quem. Carrego como filosofia pessoal de sempre andar em paz e me retirar em paz de onde sou mal recebido, mas soltar o inferno contra quem insiste em me perseguir. Evite locais ruins, ambientes ruins, pessoas ruins; saiba ponderar o que é ruim, não dê essa responsabilidade para os outros definirem. Escolha suas companhias, escolha os locais com sabedoria, haja com respeito com todos, saiba compreender limites. Muito se diz hoje sobre preconceito, sobre julgamentos. O que ninguém pondera é que o julgamento vale para o que é bom e ruim e o preconceito é só uma maneira confortável de não pensar muito sobre isso. O que quero dizer é que tenha a mente aberta para as coisas e situações corretas, mas não aberta o bastante para impedir que seus valores escorram pra fora dela. Não julgue pessoas, julgue atitudes. Espere por situações ruins, mas acima de tudo, enxergue as situações boas. Entregar a mente para pensamentos maléficos ou perceber de forma pessimista a realidade se torna além de um desmotivador, um gatilho de ansiedade que a longo prazo faz mal.  Deixando em termos claros, Stress é a sensação de sentir-se sem recursos diante de uma situação. A confiança vem de um bom julgamento entre o bom e o mau, preparo para entrar e sair de situações complicadas e que por fim se tornam confiança para agir como um cidadão pleno. Quando lançamos a responsabilidade por nossa visão de mundo para ideologias, quando responsabilizamos os outros por nossos problemas, quando damos o poder de direcionar nossa mente para outros, nos tornamos seres ansiosos e impotentes, atribuindo toda tragédia e salvação a terceiros que nada fazem ou influenciam na nossa vida.  Para finalizar, recomendo a leitura densa como principal fonte de informação para fundamentar reflexões sobre a realidade que o cerca e treinamentos especializados em defesa pessoal para ter uma abordagem e mente afiados para garantir sua segurança. No fim, o único responsável será você mesmo, por mais que o desejo seja de responsabilizar aos outros.  Para conhecer meu trabalho em cutelaria tática visite meu site machadofacas.com e encontre sua faca ideal para te acompanhar ao longo da sua vida.    José Machado, Cuteleiro, Ex Sociólogo, Atual Marketeiro, Faixa preta em Arnis Kali e praticante assíduo de FMAs.

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